sábado, 11 de novembro de 2006

Obidos

Esta vila data do período Neolitico e passou a ter nome no Séc. I (informações que recolhi dum folheto que me deram da ultima vez que lá fui), foi ocupada por Visigodos e Romanos e reconquistada por D. Afonso Henriques em 1148. Foi construida para sua própria protecção dentro de uma muralha, de cujos torreões se pode obter uma vista magnifica e as suas casinhas brancas "debroadas" a azul e amarelo descem pela encosta, enfeitadas com flores multicores e trepadeiras.

As ruazinhas e vielas que a atravessam são muito irregulares e formadas por paralelipipedos, pelo que aconselho a que levem calçado prático e confortável, pois em certos sitios é mesmo complicado de lá andar. Tem um castelo, um museu e 8 igrejas e capelas. Tem alguns restaurantes e casas de petiscos, mas o que torna o percurso alegre e colorido são as várias casinhas que vendem artesanato da região e que o expõem pendurado no exterior, nas portas e paredes e casas que vendem bebidas com especial incidência na ginjinha que é tipica da VILA MUSEU como é chamada carinhosamente.


Eu sugiro para lanchar que procurem um barzinho na rua principal do lado direito onde se pode beber a dita ginjinha e comer queijos e linguiça assada com pãozinho quente e manteiga e admirar ao mesmo tempo uma fabulosa colecção de garrafas de bebida que servem de complemento à decoração da casa e que fazem as minhas delicias visto que eu tambem faço essa colecção.

Para quem mora na zona de Lisboa pode-se perfeitamente lá ir passar um dia e voltar. Os carros não podem entrar dentro da vila, mas defronte da porta principal existe um excelente parque de estacionamento. Quem venha de longe e queira aproveitar umas mini-férias, pode aproveitar para visitar na periferia de Obidos vários sitios como Peniche (e o seu peixe e marisco fresquinhos), as ilhas Berlengas (se o tempo o permitir), a Praia do Baleal, Serra d'El Rei, Caldas da Rainha, Alfazeirão com o seu famoso pão de ló, S. Martinho do Porto (zona de praia muito "in" nos nossos dias) e Foz do Arelho com a sua enorme praia e esplanadas muito agradáveis em qualquer altura do ano.

A tradição da ginginha de Óbidos nasceu no típico bar de seu nome "Ibn Errick Rex", o que equivale a dizer, "filho do rei Henrique". Criado em 1957, este espaço deve a sua origem a uma história de amor entre José Montez, natural de Santarém, e Corália, uma jovem obidense.

Inicialmente, o Ibn Errick Rex era uma casa de antiguidades, negócio montado por Montez com o intuito de chamar a atenção da sua amada. Corália tinha também um antiquário nesta vila e assim, decerto notaria a presença de Montez.O negócio floresceu, atraindo diversos clientes, e Montez oferecia a todos os que apareciam na sua casa, um cálice do licor de ginja.

O sucesso foi tal que, a certa altura, as pessoas visitavam-no não para comprar antiguidades mas para beber uma ginginha. Em 1975, o antiquário vendeu o "Ibn Errick Rex" ao actual dono, António Tavares, que preservou e promoveu as características do espaço e da famosa bebida. Sobre a história de amor, resta dizer que José Montez e Corália viveram felizes para sempre!



Ah é verdade e é imprescindivel dizer que em Novembro dá-se lá o Festival do Chocolate, nham, nham!!!!! Já pus na agenda.

terça-feira, 23 de maio de 2006

Marbella

Cheguei... cheguei de uma semana de férias espectacular, cheia de Sol, de bom tempo, de águas quentinhas, com muito namoro à mistura, muito passeio, piscina, jantares românticos, Flamenco, etc etc etc

Estive em Marbella, passeei por Puerto Bañus, Gibraltar, Fuengirola, Banalmadena e Mijas e apesar de toda esta euforia, vim triste e desiludida. E porquê?

Porque Espanha tem tudo aquilo que Portugal poderia ter e não tem. Temos um clima tão bom ou melhor que o deles, temos praias melhores que as deles, temos areia mais fina e mais branca, porque é que não temos a mesma riqueza?

Porque é que não temos o nosso Turismo igualmente desenvolvido? Porque é que não damos emprego a milhares de Portugueses na Restauração, na mantuenção dos Resorts, no entretenimento a Turistas, porquê? Porquê?????

Porque nos preocupamos que os morcegos de Troia sejam desalojados, porque nos preocupamos que os pelicanos não sei de onde mudem de ar e se constipem, porque achamos que se retirarmos os corvos do seu habitat natural eles deixam de grasnar, porque se os flamingos das margens do Tejo foram chegados umas centenas de metros para o lado eles entram em depressão profunda...

E nós? E nós que precisamos tanto de desenvolver a nossa economia? E nós que precisamos de deixar de sobreviver e passar a viver como vivem os Espanhóis? Desde o sapateiro, ao empregado de mesa do café, ou as pessoas que limpam as ruas todos têm um ar feliz e descontraido...

A nossa fantástica Costa Vincentina toda por explorar... quantas centenas de quilómetros de praia podiam ser limpos e preparados? Quantas centenas de resorts, apartamentos, hoteis poderiam ser construidos? Quantos milhares de portugueses poderiam ter um emprego estável? Quantos problemas ficariam resolvidos neste país? Quantos milhões de euros iriam ser gastos todos os anos por toda aquela rica terceira idade inglesa, italiana, suiça, que por lá andavam?

sábado, 4 de fevereiro de 2006

Paris

Vou tentar descrever-vos a minha impressão sobre esta cidade e vou ter a veleidade de tentar dar-vos umas dicas de como se pode visitar esta cidade em 3 ou 4 dias. Para quem ainda não conheça bem Paris e não tenha muito tempo para lá estar, aconselho sempre no primeiro dia a que façam os circuitos do "L'Open Tour", porque ficamos com uma panorâmica sobre toda a cidade, passando por todos os locais de interesse de forma a ficarmos a conhecer mais ou menos onde é tudo, o que fica perto do quê, de forma a podermos em seguida organizar os próximos passeios e apreciar todas as suas belezas perdendo o menos tempo possível.

Existem 4 circuitos (salvo alguma alteração mais recente que eu ainda não tenha conhecimento). O Grand Tour, que tem inicio em Madeleine e passa pela Opera, Museu do Louvre, Notre Dame, Jardins de Luxemburgo, Museu D'Orsay, Praça da Concordia, Campos Elisios, Arco do Triunfo, Trocadero, Torre Eiffel e Invalides. O segundo, Monmartre, passa na Trinité, Moulin Rouge, Gare du Nord, Gare de L'Est, Grand Boulevards e Boulevard de les Italiens. O terceiro Montparnasse-Saint Germain passa à Petit Pont, Jardins de Luxemburgo, com acesso ao Panteão, Rospail, Montparnasse, Invalides, Boulevard Saint-Germain e Quartier Latin. O quarto e último circuito, o de Bastille-Bercy, que passa pelo Centro Georges Pompidou, Notre Dame, Bastilha, Gare de Lyon, Gare D'Austerlitz, Parc du Bercy e Le Marais.

No segundo dia aconselho que se comece com um percurso a pé que dura praticamente todo um dia, com inicio na zona da Opera, com uma visita as Galerias Lafayette, onde para além de compras se pode observar a cúpula principal em vitrais que é muito bonita. Depois e ajudado por um mapa da cidade dirigimo-nos ao Forum des Haulles, grande centro comercial e de diversões, onde até uma piscina existe e ao Centro Pompidou, templo de arte e cultura, com uma construção em aço e vidro completamente fora do vulgar e onde se podem ver os artistas de rua e exposições de todos os géneros, dando-lhe a volta completa para ver nas suas traseiras a Fontaine Stravinsky que é imperdivel.

Segue-se para a Catedral de Notre Dame, um dos icones de Paris, no seu estilo gótico inconfundivel, onde se assistiu às coroações de Reis e Imperadores e ruma-se de seguida para o Louvre, maior museu de arte de todo o mundo, onde se pode visitar a "Gioconda" (parece-me que já ouvi falar deste retrato....) e "Vénus de Milo" entre outras grandes obras de arte, mas claro que apenas para o ver por fora, porque a sua visita "dizem" que demora 3 dias, eu andei por lá uma tarde e chegou.

Continuamos passando pelo Arco do Carrocel, construido para celebrar a vitória Napoleónica em 1805 e descemos o Jardim das Tulherias, lindo com as suas estátuas de mármore em direcção à Praça da Concordia, linda com o seu imponente obelisco egipcio e de onde se tem vista panorâmica para vários pontos da cidade. Inicia-se a subida para os Campos Elisios até ao Arco do Triunfo com os seus 50 metros de altura, no centro do qual se encontra o Túmulo do soldado desconhecido.

No terceiro dia dirigimo-nos à zona de Monmartre, sitio de artistas, considerada durante muito tempo como imoral, hoje considerada zona chique da cidade e altamente turistica e Sacre Coeur, linda capela toda branca, com uns sinos gigantescos e uma escadaria enorme que é conhecida pelos franceses como "Gateau à La Creme", o bolo de natas. Depois na parte de trás do Sacre Coeur passamos à Place du Terrasse, onde se encontram os pintores seja de dia ou de noite prontos a fazer o nosso retrato. Pessoalmente aconselho também uma visitinha ao Espaço Dali e Boulevard St. Michele, onde se passa toda a manhã.

De tarde dirigimo-nos de metro novamente para o centro para visitar o Quartier Latin, onde se encontram as principais universidades, o Panteão, o Jardim de Luxemburgo, depois uma passagem obrigatória nos "Invalides" para visitar o Tumulo de Napoleão ou pelo menos ver por fora, o monumento e a sua cúpula magnifica (muito gosto eu de cúpulas) e de seguida para a Torre Eiffel, que penso que dispensa qualquer comentário, linda seja de dia, seja de noite, toda iluminada, de onde se pode ter uma vista linda sobre a cidade e perceber porque lhe chamam cidade das Luzes. Foi chamada de "horrivel coluna de lata aparafusada" quando foi construida, hoje em dia é chamada de "Vénus de Aço".

No quarto dia que pode até ser o de vir embora e se houver tempo, dar um salto a La Defense, chamado a "Paris Moderna" por uns e "Pequena Chicago" por outros, que é um bairro hiper-moderno na zona Oeste de Paris (onde mora e trabalha a minha muito querida Jessica/Elite), praticamente só de escritórios, mas só de dia, porque de noite é como se não existisse, está tudo apagado. Pode aproveita-se também este dia ainda para visitar algumas das galerias Lafayette e armazéns Printemps para fazer algumas compras se ainda houver tempo (€€€€).

E muito mais havia para dizer, mas a "Escolha" já vai longa... isto é uma sugestão para 4 dias e para ficar com uma panorâmica geral da cidade, havendo tempo fica aqui uma nota sobre museus que recomendo: Museu Rodin, Picasso, Grevin (figuras de cera), Museu Edith Piaf, D'Orsay, História Natural e Louvre (eses são os que visitei, outros haverá igualmente fantásticos, mas não conheço).

Se a viagem for de uma semana os restantes três dias podem ficar para visitar o Parque Astérix ou a Eurodisney que são igualmente imperdiveis. Foi o que fizemos o ano passado, fomos à Eurodisney durante mais 3 dias.

Para jantar vou deixar 3 sugestões: O Leon de Bruxelles nos campos Elisios onde podemos comer mexilhões de todas as maneiras que nos consiga passar pela cabeça e que tem uma decoração muito engraçada;

O pacote que se pode levar já tratado de cá ou em qualquer hotel, que inclui o passeio pelo Sena nos Bateaux Mouches, jantar na Torre Eiffel e espectaculo no Moulin Rouge

E por ultimo uma idazita à Disney village, mesmo que não se tenha tempo para visitar o parque, à noite no metro/Comboio é meia hora apenas e o jantar no Bufalo Bill's Wild West Show é um verdadeiro festival ao estilo do Oeste com barbecue à Texana, ou seja jantar de chili e carne, salsichas, frango assado, cerveja e coca cola à descrição, ao mesmo tempo que se assiste a um espectaculo com indios, cowboys, bisontes, cavalos, demonstrações de tiro, acrobacias a cavalo e onde nem sequer falta a famosa diligência que é sempre assaltada nos filmes e que aqui não foge à tradição.